quarta-feira, 5 de abril de 2017

TUDO TEM LIMITE...

       Ela tem ficado muito sozinha ultimamente e a prova do mal que a solidão faz a ela é o carrapato que vem se tornando para com os que, talvez nem por vontade própria, vai visitá-la. Assem tem sido a coisa e pelo que vejo não há o que a faça melhorar. Ou será que não é um saco a gente visitar uma pessoa que a todo momento nos oferece uma água, um café, ou é preciso dizer para não se preocupar com a comida porque vamos almoçar na casa de um parente na cidade vizinha?  E quando nos levam, coercitivamente, a olhar do alpendre a paisagem que a todo momento é postada nas redes sociais? Como se vê, é um saco, na excepção da palavra, aguentar dois minutos ao lado de quem não te deixa completar uma frase sem acrescentar alguma coisa achando que vai te favorecer.  Dizem as más línguas, que durante as chuva que castigaram o povo serrano acabando com a esperança da metade dos  seus habitantes, um tal de Sérgio, que tinha perdido tudo, teve o desprazer de ser recolhido por aquele que já vinha se achando sozinho a partir de então.  No terceiro dia de convívio o Sérgio foi embora.  Havia resistido a tempestade, mas não sabendo como fugir do grude do dono da casa, pegou seu boné e foi-se embora. Agora que as visitas se fazem mais a miúde, talvez, o sujeito se manque e melhore o seu comportamento, ou morrerá do jeito que viveu a metade da sua existência; chato como carrapato por querer agradar.